domingo, junho 26, 2011

Aleatória.

Aquilo que chamo de conciência, que me dá inocência.
Aquilo que guardo no peito, para cima e para baixo.
Vestida, descalça, nua. Que seja.
Tem que fazer parte, tem que ser em partes.
Me fazer tranquila, poesia, flor, ardor.
Ar. Dor.
Olhos que se fecham, encontram-se, deliram-se.
Aquilo que me dá vertigens, de medo, de prazer, de não saber.
O não saber, quem quer saber?
Prefiro-o. 
Vestida, descalça, nua. Que seja.
Aquilo que me aquieta, uma soneca,  migalhas de solidão.
Me faz menina, egoísta, de orgulhos e palavras.
Palavrões e palavrinhas.
Isso, aquilo,  alí.
Qualquer sussurro que me envolva.
Até o último fio de cabelo em pé.
Cenas de aquarela, sem tons de cinza, sem sujeito.  Só ela.
Aquilo que dá ânimo, preenche, e sente.
Ali, aqui, acolá. 
Sou um eu assim: aleatória. 

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