quinta-feira, maio 19, 2011

Terceira Pessoa, Café e Chuva

Perdi a conta de quantas vezes subi e desci as escadas, andei por toda a casa, entre canecas de café e o frio na pele. Simplesmente não sei explicar, quantificar, expor, desenhar, falar o que você plantou em mim. Só escrevo. Perdoe a minha falta de criatividade, ela fugiu do meu domínio há dias. Perdi o sono também. Esse é um rebelde, não me obedece e faz pouco caso da minha necessidade em tê-lo. Faz visitas breves e logo se vai. Na verdade, acho que o nosso desgosto tornou-se mútuo. Que seja. 
Não sei falar de amor. Malmente sei cuidar de mim, quem dirá o que farei com sentimentos de alguém em minhas mãos. As palavras se embaraçam em minha garganta. Preciso vomitá-las ou sucumbirei. Então escrevo. Minha vida está abarrotada de páginas escritas sobre você, sobre alguém, sobre nós, sobre mim. A cada dia crio mais páginas, algumas me tiram o sono, outras rasgo e amasso. É a unica maneira que encontrei de esquecer. Mas por muitas vezes me encontrei revirando os papeis amassados para tentar resgatar algumas páginas. Algumas valiam a pena, outras voltaram pro lixo novamente. 
Egoísta, deixei, mais uma vez, a nossa verossimilhança esvair pelo ralo. 
Quero um dia poder quebrar esse escafandro que construí. Quero deixar sair a borboleta que nasceu trancafiada dentro dele. Prometo. 

Um comentário:

Amanda Lemos disse...

Muito interessante o blog !
Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir...;

www.bolgdoano.blogspot.com

Muito Obrigada, desde já !

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